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Sob pressão pela saída de Daniela Carneiro, Lula realiza reunião ministerial nesta quinta-feira


O Governo Federal já descartou a possibilidade de uma reforma ministerial ampla, contudo segue como incerta a continuidade da ministra Daniela Carneiro à frente da pasta do Turismo. Nesta quinta-feira, 15, o presidente Lula (PT) realiza uma ampla reunião ministerial no Palácio do Planalto. Oficialmente, o encontro serve para um balanço de forma generalizada do que cada ministro realizou até agora, além dos planos para os próximos meses. Mas, nos bastidores, já é dada como certa a despedida da atual ministra do Turismo. Waguinho (Republicanos), prefeito de Belfort Roxo e marido da ministra Daniela Carneiro, disse que ela pode sim sair da pasta, porque não quer causar problemas ao presidente Lula diante da pressão do União Brasil pelo Ministério do Turismo. O prefeito disse que Lula e Daniela choraram quando conversaram pessoalmente, que entendem o jogo político e que a troca está nas mãos do presidente.


“O ministério é do governo executivo, é do presidente Lula. A gente sabe que quando o presidente coloca o ministro, ele coloca, e a gente sabe que quando o presidente precisa de tirar o ministro e fazer a substituição, não é por nada, é porque a política leva a isso. As questões de negociação de política têm que ser feitas, é normal isso. Sem mágoas, sem rancor, com o presidente Lula é diferente, a gente tem uma relação de amizade”, declarou Waguinho. Apesar de já considerar a saída de Daniela Carneiro, o prefeito de Belford Roxo disse que não existe pressão junto a Lula por cargos no Governo Federal.


Já na Câmara dos Deputados, o líder do União Brasil, Elmar Nascimento, voltou a falar sobre a crise que envolve o Ministério do Turismo. Ele confirmou novamente que o nome do deputado federal Celso Sabino (União Brasil) é o indicado pelo partido para assumir a pasta. O deputado também garantiu que não existe nenhum problema de ordem pessoal dele com Daniela Carneiro, mas afirmou que a continuidade dela no Turismo, pelo partido, é inviável após o pedido dela de deixar o União Brasil: “O único fato concreto é que ela protocolou uma ação de justa causa para se desfiliar do partido. Nessa configuração, ela perde as condições de ser ministra representando o partido. Ser ministra é uma decisão pessoal do presidente Lula. Agora, para representar o partido, se pede a desfiliação, é claro que perde essas condições”.

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