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Presidente do Republicanos diz que partido não vai entrar no governo Lula


No retorno da cúpula de líderes da União Europeia e de países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Bruxelas, na Bélgica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez parada obrigatória em Cabo Verde para abastecer o avião presidencial, e aproveitou para realizar pronunciamento conjunto com seu homólogo, José Maria Neves, cumprindo sua primeira agenda oficial na África em seu terceiro mandato. “Nós queremos agora, com minha volta à Presidência, recuperar a boa e produtiva [relação] que o Brasil tinha com o continente africano”, disse Lula.


Neves destacou o retorno do Brasil aos fóruns de discussão internacionais, quando Lula voltou a afirmar que pretende ouvir especialistas para definir como o Brasil pode auxiliar países africanos, prioritariamente, nas áreas de educação, indústria e agricultura. “Nós brasileiros somos formados pelo povo africano. A nossa cultura, a nossa cor, o nosso tamanho, é resultado da miscinegação de índios, negros e europeus. E nós temos uma ao continente africano por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso país“, afirmou o presidente.


Lula afirmou pretender retornar a Cabo Verde, arquipélago que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para uma visita de chefe de Estado e realizar uma série de visitas a nações africanas ao longo dos próximos anos, afirmando que deseja abrir embaixadas em países da região que não contam com esse tipo de representaçãoO presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirmou que a legenda não fará parte do governo Lula 3. A afirmação foi feita à repórter Amanda Nascimento, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira, 19, e ocorre em meio a tratativas do chefe do Executivo com caciques do Centrão para acomodar indicado em posições na Esplanada dos Ministérios. Como a Jovem Pan antecipou, o Palácio do Planalto tenta atrair siglas de centro para aumentar base no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, mas Marcos Pereira assegura que a sigla que não integrará a gestão petista. Mais cedo, o presidente da sigla já havia sinalizado que não haveria acerto sobre a entrada do partido na base governista, considerando que a fala do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), “foi precipitada”. Na terça-feira, 18, Guimarães disse a jornalistas que a entrada do PP e do Republicanos está” consolidada”, o que Marcos Pereira nega. “Talvez seja mais a vontade do deputado do que a realidade”, completou.


Essa não é a primeira vez que membros do alto escalão da sigla negam a aproximação com a gestão federal. Na semana passada, líderes do Republicanos disseram que há “muita especulação” e pouca negociação sobre o assunto. No caso do Republicanos, a ideia é que o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) fique com alguma pasta, sendo a dos Esportes, atualmente chefiada por Ana Moser, a mais cotada. Ontem, Costa Filho esteve em uma reunião com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política do governo junto ao Congresso e, na semana passada, em um jantar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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