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Por que vilões sempre aparecem comendo maçãs em filmes?

Seja em qual gênero que for, por mais diferentes que sejam, vilões de filmes e séries tem em grande parte um traço específico em comum: seu gosto por maçãs.


A frequência com que vilões e pessoas que o espectador deve desgostar comem maçãs em cenas é tão grande que isso já foi notado por muita gente e virou até tópico de discussão entre fãs de cinema e TV.


Mas existe alguma explicação lógica? Qual a intenção por trás da ideia da maçã e o antagonista? Por que a escolha desta fruta em específico em vez de qualquer outra que existe?


Muitas teorias são discutidas sobre a razão de maçãs terem sido escolhidas, e enquanto nenhuma delas é definitiva, é interessante especular e tentar explicar de alguma forma que seja lógica e coerente com o papel de vilão.


Uma delas sugere que a maçã seja o veículo perfeito para demonstrar que o personagem não dá valor para o que está sendo falado. Ele está comendo, e o barulho da mordida da maçã é o suficiente para que o antagonista não ouça nada, o que não faz diferença , porque ele não está nem prestando atenção.


Outra sugestão é a de que a maçã também seria uma amostra da arrogância do vilão, já que ele geralmente joga a maçã fora depois de uma ou duas mordidas. Nada diz mais vilão quanto uma pessoa que não se importa com o consumo consciente e estimula o desperdício de comida!


Simbologia clássica?

Teorias à parte, a explicação mais lógica vem da bíblia e a história do pecado original. Eva, primeira mulher do mundo, é tentada pela serpente a comer a maçã, fruto do conhecimento. A cobra que na verdade era o Diabo queria que Adão e Eva perdessem a inocência e assim virassem pecadores.


Por conta disso, a maçã virou um sinônimo de pecado e tentação, o que liga qualquer pessoa comendo-a ao mal em vez do bem, afinal ela foi a razão que a humanidade foi banida do Éden através do primeiro homem e da primeira mulher.


No fim das contas, a origem exata não é mais importante, uma vez que a ideia já foi reconhecida e já está ligada ao elemento narrativo. Independentemente de como a ideia foi concebida, os espectadores já estão ‘treinados’ a reconhecer uma pessoa com uma maçã como alguém em quem não se deve confiar.

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