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Mourão solicita “interdição” da cassação de Deltan Dallagnol


Após discurso no plenário do Senado Federal, nesta quarta-feira (17), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) solicitou ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a “imediata interdição” do processo de cassação contra o deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR).


– A cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol fere de morte a última esperança do povo na democracia, que é a sua representação política expressa nas urnas – afirmou.


Na compreensão de Mourão, existe uma “perseguição aos magistrados que desvendaram o maior caso de corrupção da história, encomendada pelo desejo de vingança nua e crua do próprio presidente da República”.


– Diante da omissão dos partidos políticos e da direção desta Casa em se insurgirem contra a sucessão de atos atentatórios aos direitos e garantias assegurados pela Constituição Federal; diante do assombro da sociedade com a desfaçatez da perseguição aos magistrados que desvendaram o maior caso de corrupção da história, encomendada pelo desejo de vingança nua e crua do próprio presidente da República, e que agora, com a cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol, fere de morte a última esperança do povo na democracia, que é a sua representação política expressa nas urnas – defendeu.


E continuou: – O momento nacional não permite silêncios, nem arroubos irresponsáveis e incendiários. A situação demanda posicionamentos firmes e claros, que transcendam as partes para convergir no bem comum de uma democracia saudável e madura como é a brasileira, mas passa por uma crise que não pode ser escondida ou ignorada.


RELEMBRE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), nesta terça-feira (16), sob argumento de que o ex-procurador teria infringido a Lei da Ficha Limpa. A Corte Eleitoral seguiu o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves.


Deltan se elegeu deputado federal com expressiva votação: 344,9 mil votos; o maior resultado no estado do Paraná.


A votação levou um minuto e seis segundos. O tempo vai do fim do voto do relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, à proclamação do resultado.

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