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Mercado reduz estimativa da inflação pela 2ª semana consecutiva e vê PIB maior em 2023


O mercado financeiro revisou pela segunda semana consecutiva a projeção para a inflação no país. No Relatório de Mercado Focus desta segunda-feira, 29, os economistas estimam alta de 5,71% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na semana passada, a projeção era de 5,80%. Neste ano, o teto da meta é 3,25%, com meta de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, analistas já estimam estouro do índice definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2023, as projeções seguem estáveis: 2024 (4,13%) e 2025 (4%).


O relatório do Banco Central (BC) resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de analistas de mercado sobre inflação, juros, (PIB) e câmbio coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Outro dado disponível no documento desta segunda-feira é a estimativa atualizada para o Produto Interno Bruto (PIB) 2023, em mais uma semana de alta. Segundo os analistas, a economia brasileira deve registrar crescimento de 1,26% neste ano. Há um mês, a expectativa era de 1%. Entretanto, para 2024, o mercado manteve a projeção de alta de 1,30%.


O Boletim Focus desta segunda é o primeiro após aprovação do novo conjunto de regras fiscais na Câmara dos Deputados, mais conhecido como arcabouço fiscal, e mostra os primeiros reflexos da tramitação no mercado. O operador de renda variável da Manchester Investimentos, Guilherme Paulo, explica que a queda na projeção da inflação ainda é “marginal”, mas que já aponta uma expectativa mais otimista. “Vai ser muito importante que a gente tem um arcabouço aprovado e que ele seja seguido. A gente não sabe se a partir da aprovação dele o mercado já vai começar ancorar um pouco as expectativas ou se vai aguardar a execução. É uma linha tênue que estamos aguardando”, detalhou.


O arcabouço fiscal foi aprovado na última terça-feira, 23, no plenário da Câmara, com 372 votos favoráveis, 108 contrários e uma abstenção. Agora, a expectativa é que o conjunto de regras fiscais seja analisado no Senado Federal, com previsão para votação ainda no primeiro semestre.

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