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INFLAÇÃO oficial CAI pelo segundo mês consecutivo

Em agosto, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou queda de 0,36%. Pelo segundo mês seguido, o indicador recuou. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (9).


A inflação recente é a menor para um mês de agosto nos últimos 24 anos. No acumulado deste ano, o indicador acumula alta de 4,39%. Já nos últimos meses, o aumento dos preços ao consumidor chega a 8,73%. Pela primeira vez desde setembro de 2021, o IPCA fica abaixo de dois dígitos no acumulado anual.


Em julho deste ano, o indicador tinha registrado deflação de 0,68% — representando a menor taxa da série histórica do IBGE. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, alguns fatores explicam a queda menor da inflação em comparação a julho.


Um dos motivos é a menos intensa retração da energia elétrica (-1,27%), que tinha sido de 5,75% em julho. Este recuo acontece após o governo estabelecer um limite das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


Pedro também cita que, em agosto, houve alta em alguns grupos, como vestuário (1,69%), e saúde e cuidados pessoais (1,31%) — além de redução menos forte do grupo de transportes.


Em julho, os valores da gasolina — equivalente ao item com maior peso no grupo — tinham recuado 15,48%. Já em agosto, o combustível caiu 11,64%.


Entre os grupos analisados pelo IBGE, a inflação negativa foi influenciada, especialmente, pela redução em transportes (-3,37%). A redução deste grupo foi beneficiada, principalmente, pela queda nos preços dos combustíveis (-10,82%).


No mês de agosto, todos os quatro combustíveis verificados registraram deflação: gasolina (-11,64%), etanol (-8,67%), óleo diesel (-3,76%) e gás veicular (-2,12%).


Os valores das passagens aéreas também caíram em agosto (-12,07%). Isso aconteceu após quatro meses seguidos de alta. Na visão do gerente da pesquisa, um dos motivos para esse resultado é a sazonalidade.


Ele explica que “Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período”.


Estas foram as variações dos grupos analisados:


Vestuário: 1,69%

Saúde e cuidados pessoais: 1,31%

Educação: 0,61%

Despesas pessoais: 0,54%

Artigos de residência: 0,42%

Alimentação e bebidas: 0,24%

Habitação: 0,10%

Comunicação: -1,10%

Transportes: -3,37%

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