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Granizo intenso e ventos de mais de 120 km/h causam estragos no RS.

O Rio Grande do Sul foi atingido por um temporal que causou estragos em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, onde foi registrada queda de granizo e ventos fortes, de mais de 100 km/h. Na cidade de Canoas, o vento foi ainda mais intenso, chegando a 120,5 km/h. Na capital do estado, moradores compartilharam imagens de pedras de gelo médias e grandes no início da noite de ontem. O fenômeno ocorreu depois que uma frente fria chegou ao território gaúcho se sobrepondo ao ar quente que estava na região.


A Serra Gaúcha teve calor de quase 30°C durante a tarde. Já a atmosfera de Porto Alegre media 20°C a 1.500 metros de altitude, indicando um superaquecimento que favoreceu a formação das pedras de gelo, segundo o site de meteorologia MetSul. Apesar das imagens impressionantes do granizo, as cidades no entorno da capital gaúcha sofreram mais com os fortes ventos que vieram com o temporal. Canoas, Cachoeirinha e Gravataí estão entre os municípios mais afetados.


Em Canoas, onde os ventos chegaram a 120,5 km/h, de acordo com estações meteorológicas locais, árvores caíram e prédios foram destelhados pelo vendaval. Pelas redes sociais, a prefeitura da cidade informou que entre os transtornos causados pelo fenômeno estão danos à estrutura do Hospital Nossa Senhora das Graças, que interrompeu seus atendimentos ao público na noite de ontem. Além disso, o Viaduto da Inconfidência, que dá acesso a Canoas, foi interditado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) por volta das 22h. Até as 8h de hoje, a administração pública não havia dado atualizações sobre a liberação da via, informando apenas que a Avenida das Canoas também está com o trânsito interrompido.


210 mil clientes atendidos pela RGE, uma das responsáveis pela distribuição de energia no Rio Grande do Sul, continuam com o serviço interrompido até as 9h de hoje, segundo nota da empresa ao UOL. A maior parte deles está em Canoas. A distribuidora afirmou que suas equipes estão "totalmente mobilizadas no conserto dos estragos", mas destacou que a rede sofreu "muitos danos", "principalmente por árvores caídas sobre a rede, o que exige reconstrução completa em vários trechos".

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