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Governadores indicam atuação conjunta com Planalto e defendem iniciativa privada nos Estados

Os governadores de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul participaram de um evento com empresários nesta quarta-feira, 15, onde debateram os principais objetivos para o futuro dos Estados. De maneira remota, por ter contraído a Covid-19 na última semana, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu privatizações e afirmou que o investimento do capital privado está diretamente relacionado ao crescimento do país: “Não tem como o Brasil ir bem com São Paulo indo mal. Vamos fazer todo o esforço aqui para o nosso Estado ir muito bem e obviamente isso vai ajudar o Brasil. Faremos aqui um contraponto, e onde está o contraponto? Vai ser na briga? Não, vai ser na ação. Vai ser em um grande programa de concessão, de privatização e de parceria público-privada. Um grande programa de enxugamento e reforma administrativa para a gente mostrar que é possível fazer política social mostrando de onde vai vir o recurso. É nessa linha que o Estado de São Paulo vai caminhar”.


O governador do Estado do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), argumentou que seu governo pode ser visto tanto como de direita, quanto de esquerda, já que trabalha com foco nos investimentos da iniciativa privada e redução dos gastos públicos, mas também tem, segundo o governador, o maior programa social da história do Estado. Apesar de ter apoiado Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, o governador do Paraná disse estar aberto ao diálogo com o presidente Lula (PT): “Meu Estado por muito tempo ficou perdendo tempo com briga, e a população não nos paga para ficar brigando, nos paga para trabalhar. Então, se a gente puder juntar algumas pautas específicas importantes para o Brasil em cima de infraestrutura e concessões. Nós temos que tirar essa questão ideológica em cima de concessões, que não se pode privatizar e que não pode trazer a iniciativa privada para fazer uma prestação de serviço pública. Isso é uma grande bobagem, o mundo inteiro já fez isso e faz, aquilo que foi feito no Brasil de forma bem feita deu certo. Temos que avançar, tirando as questões ideológicas de lado e tendo uma pauta específica do Brasil”.


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), criticou o modo que os políticos brasileiros lidam com o contraditório. O debate político do Brasil parece estar muito mais centrado na busca de culpados pelos problemas do que na busca de soluções. A gente tem que parar de ficar procurando o culpado apenas. O governo passado, no âmbito federal, culpava governadores e o Supremo Tribunal Federal por tudo o que não conseguia fazer. No governo atual agora a culpa é do Banco Central, do mercado ou de outros que se colocam no seu caminho. O papel de um governante não é ficar procurando culpados, é procurar soluções, sentar, dialogar e construir essas soluções”. Os três governadores foram unânimes em apontar os incentivos da iniciativa privada como primordiais para o avanço do Brasil.

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