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EUA criticam declarações de Lula sobre a Venezuela: ‘Identificar as coisas como elas são’


Os Estados Unidos criticaram nesta quinta-feira, 1º, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou ter sido construída uma “narrativa” sobre o enfraquecimento da democracia na Venezuela. “Podemos ter um debate sobre as políticas de sanções, sobre como promover o diálogo, mas temos que identificar as coisas como elas são”, disse o principal assessor da Casa Branca para a América Latina, Juan González, quando questionado pela imprensa sobre os comentários de Lula. De acordo com González, os presidentes do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e do Chile, Gabriel Boric, tiveram “coragem” de refutarem a perspectiva do governante brasileiro.


O assessor da Casa Branca disse que os dois presidentes lembraram “a todo o hemisfério que há certos princípios pelos quais muitos na região morreram para defender”. “E não podemos ver essas questões como relativas, elas são absolutas”, declarou González. Após um encontro entre Lula e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma cúpula regional no Brasil, o mandatário brasileiro atribuiu na última segunda-feira, 29, as alegações de violações dos direitos humanos e da democracia na Venezuela a uma construção “narrativa”.


O presidente chileno se pronunciou no dia seguinte ao encontro para expressar sua discordância com as palavras de Lula, garantindo que a situação dos direitos humanos na Venezuela é uma “realidade grave”. O mesmo foi feito pelo presidente uruguaio, de direita, que destacou que não se pode “tapar o sol com um dedo”.


Maduro visitou o Brasil para participar em uma cúpula sul-americana convocada por Lula, que o recebeu no Palácio do Planalto, onde ambos celebraram o reatamento das relações bilaterais, suspensas desde 2019 por decisão do governo Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva, Maduro afirmou que o seu país tem sido submetido nos últimos anos a um cerco “ideológico” montado pela extrema direita global, mas garantiu que “tem resistido” e está pronto para “trabalhar” com o Brasil “na construção de um novo mapa de cooperação regional”.

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