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Críticas a política ambiental são por disputas comerciais, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista ao podcast Cara a Tapa, do jornalista Rica Perrone, que as críticas internacionais em relação à gestão ambiental do Brasil durante o seu governo é por disputas comerciais relacionadas às commodities. O presidente sugeriu que alguns países usam essas críticas para convencer os parceiros comerciais a não comprarem mais os produtos brasileiros.


Bolsonaro voltou a criticar a França, que recentemente foi atacada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chamou o país de irrelevante.


"Tem mais de 30 dias de incêndio na França, que é quase metade do Pará. Macron não consegue controlar o incêndio lá? Quem comanda política ambiental contra Brasil é França e Noruega", disse, neste sábado, 13, completando que a Amazônia não pega fogo "para valer". "É floresta úmida."


Segundo dados do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2021 e julho deste ano, o desmatamento na Amazônia foi de 8.590 quilômetros quadrados, um pouco abaixo de 2021 (8.780 quilômetros quadrados).


Auxílio de R$ 600


O presidente e candidato à reeleição reafirmou neste sábado, 13, que já teria acertado com o Ministério da Economia a manutenção do valor do Auxílio Brasil em R$ 600 para 2023. Mas não informou, por outro lado, de que forma o benefício seria bancado, uma vez que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem não inclui tal previsão.


"O que já conversei com o Paulo Guedes, que eu não falo nada sem conversar com ele, sem conversar com o respectivo ministro: 'PG, dá para manter os 600, manter esses 200 a mais para o ano que vem?'", relatou o presidente ao podcast Cara a Tapa.


"Ele falou que 'dá, se fizer isso, isso e isso'", afirmou. "Então vai ser mantido os 600 reais de auxílio emergencial o ano que vem".


Mais cedo, em live com o deputado federal André Janones (Avante-MG), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Bolsonaro e primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, destacou que o auxílio no valor de R$ 600 só está efetivamente garantido até o fim de dezembro.


Lobby no setor de combustíveis


Ele também reclamou do lobby do setor de combustíveis.


"Você não sabe o que é brigar com o lobby dos combustíveis. É muito mais fácil estar do outro lado do balcão em Brasília", disse Bolsonaro, em meio a críticas à imprensa.

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